Taquari possui uma economia diversificada e tem no turismo uma proposta de crescimento futuro. Ações contundentes estão sendo realizadas no sentido de oferecer a região como um destino turístico do Rio Grande do Sul, onde a etnia açoriana esta presente na arquitetura, gastronomia, hábitos e os costumes conservam traços dos portugueses da época da colonização.
Principais Pontos Turísticos
TAQUARI CIDADE AÇORIANA
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Arquivo Casa Costa e Silva
João Borges Fortes em sua obra “Os Casais Açorianos” destaca Taquari, como sendo a única povoação exclusivamente colonizada por açorianos no Rio Grande do sul. Seu fundador foi José Custódio de Sá e Faria , então Governador do Continente do Rio Grande de São Pedro do Sul.
O governador acreditava que somente os filhos de portuguêses poderiam levar adiante a missão de ocupar e guardar o patrimônio territorial do sul do Brasil.
O historiador João Belém, em seu livro “A Paróquia São José de Taquari” refere-se a José Custodio de Sá e Faria , Governador do Continente do Rio Grande de São Pedro do Sul, a ordem para enviar a Taquari um grupo de mais de 60 açorianos que estivessem disponíveis no Pôrto dos Casais ( Atual Porto Alegre ) entre o ano de 1760 e 1764.
Assim, dentro deste contexto histórico estabelecem-se 14 casais açorianos em Taquari mas apenas 7 permaneceram, sendo que os outros 7 passaram para a localidade de Santo Amaro. Assim começa a história do município de Taquari, que foi o primeiro povoado açoriano do Rio Grande do Sul planejado e ordenado pelo governo português. Descritivo do Roteiro Turístico “ Taquari Açoriana na História”.
Taquari Açoriana na História
O Roteiro Taquari Açoriana na História traz ao visitante, um mergulho na história do município e do Rio Grande do Sul, através de um agradável passeio por esta encantadora cidade de colonização açoriana. Enquanto a visitação acontece, o guia relata fatos marcantes da história e da cultura local, desde a chegada dos primeiros povoadores açorianos em 1760, a contribuição dos imigrantes alemães, que chegaram depois, até os fatos de hoje. As personalidades marcantes, a religiosidade, o artesanato, os sabores, a musicalidade, estão presentes na cultura herdada dos imigrantes, mas sem dúvidas, a hospitalidade é a maior característica do alegre e receptivo povo de Taquari.
Roteiro:
Santuário Assunção: Local abençoado onde aconteceram marcantes manifestações de Nossa Sra. da Assunção em 1988. Enquanto é conduzido por testemunha ocular, que conta os impressionantes fatos que ali ocorreram (aparições de Nossa Senhora), o visitante é envolvido pela sensação de paz e pela benéfica energia que paira no lugar.
Igreja matriz: Centenária igreja projetada pelo Engº Brigadeiro José Custódio de Sá e Faria, edificada em 1768, é um marco histórico e uma das edificações mais antigas Estado. Ela guarda em seu interior uma imagem de São José, padroeiro de Taquari, esculpida em madeira, doação do Rei de Portugal em 1765. Ao conhecer a igreja, descortina-se também a história do município e a saga dos imigrantes, pois são simultâneas e integradas.
Jornal O Taquaryense: Fundado em 1887 por Albertino Saraiva, é o segundo mais antigo do Estado e mantém-se em funcionamento até hoje, preservando a sua forma original de composição e impressão. Em sua longa trajetória o jornal registrou os principais fatos que marcaram a história do país e do mundo. Por tudo isso, “O Taquaryense” é considerado o “Museu vivo da Comunicação”.
Lagoa Armênia: Situada a uma quadra da praça da matriz e emoldurada pelo parque Zeferino Brasil a lagoa Armênia é o Cartão postal da cidade. Um belo e tranqüilo recanto, ponto de encontro de amigos e namorados é também onde acontece o Natal Açoriano em Terra Gaúcha.
Casa Costa e Silva: Casa em que cresceu o ex-presidente Arthur da Costa e Silva. Uma casa tipicamente portuguesa, onde conservam-se os móveis e utensílios da época. Neste local encontra-se também o museu e a sala açoriana com interessante acervo cultural.
Casa do Artesão: Localizada no prédio em que funcionou a antiga intendência municipal, a casa apresenta variado artesanato e é atendida pelos próprios artesãos locais.
Gastronomia: Taquari possui diversos restaurantes, com variado cardápio, a la carte, a quilo ou churrascarias. O “Galpão da Culinária Gaúcha” com agendamento prévio, é um local exclusivo e serve pratos típicos regionais. A cultura Açoriana: Também pode ser agendado (opcional), um momento cultural com apresentação de danças, fados e canções do Folclore português.
Personalidades que Marcaram a história: Alguns dentre muitos taquarienses que marcaram a história do Rio Grande e do Brasil têm seus nomes e sua trajetória contada, como o Farroupilha David Canabarro, o ex Presidente Arthur da Costa e Silva, o Píncipe dos Poetas do RGS Zeferino Brasil, o Introdutor da apicultura racional Emílio Schenk entre outros.
TAQUARI CIDADE AÇORIANA
Texto: Bruna Alves do Carmo
João Borges Fortes em sua obra “Os Casais Açorianos” destaca Taquari, como sendo a única povoação exclusivamente colonizada por açorianos no Rio Grande do sul. Seu fundador foi José Custódio de Sá e Faria , então Governador do Continente do Rio Grande de São Pedro do Sul. O governador acreditava que somente os filhos de portuguêses poderiam levar adiante a missão de ocupar e guardar o patrimônio territorial do sul do Brasil.
O historiador João Belém, em seu livro “A Paróquia São José de Taquari” refere-se a José Custodio de Sá e Faria , Governador do Continente do Rio Grande de São Pedro do Sul, a ordem para enviar a Taquari um grupo de mais de 60 açorianos que estivessem disponíveis no Pôrto dos Casais ( Atual Porto Alegre ) entre o ano de 1760 e 1764. Assim, dentro deste contexto histórico estabelecem-se 14 casais açorianos em Taquari mas apenas 7 permaneceram, sendo que os outros 7 passaram para a localidade de Santo Amaro. Assim começa a história do município de Taquari, que foi o primeiro povoado açoriano do Rio Grande do Sul planejado e ordenado pelo governo português. Descritivo do Roteiro Turístico “ Taquari Açoriana na História”.
CASA DO ARTESÃO

Foto: TKTUR
A Casa do Artesão é a sede da Associação dos Artesãos de Taquari foi constituída em 17 de junho de 2003 . Localizada no prédio em que funcionou a antiga Intendência Municipal, a casa apresenta variado artesanato e é atendida pelos próprios artesãos locais.
SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO
Fotos: TKTUR
A comunidade de Taquari realiza anualmente, na localidade de Rincão São José, a Romaria da
Assunção. Desde 1988, quando Nossa Senhora teria aparecido para algumas pessoas, o santuário recebe milhares de peregrinos em busca de momentos de oração, meditação e paz. A programação começa em média às 10h, com missa no santuário. O evento é uma promoção do Santuário da Assunção, com participação da prefeitura e de empresas e indústrias da cidade.
A PRIMEIRA IGREJA DA ASSUNÇÃO (RINCÃO DE BAIXO)
A comunidade de Nossa Senhora da Assunção nasceu
pelos anos cinquenta, por iniciativa da família Francisco Antônio e Cristina Porto Bittencourt, que, na época, gentilmente, cediam sua casa para as celebrações de missas e balizados, por não haver igreja na localidade de Rincão Manuel Alexandre ou Rincão São José, como hoje é chamado. Em fevereiro de 1957, graças ao empenho de FranciscoAntônio Bittencourt e Loucival da Silva, que trabalharam e doaram recursos, iniciou-se a construção da igreja. No dia 15 de agosto de 1957, foi inaugurada a igreja do Rincão de baixo, consagrada a Nossa Senhora de Assunção. Coincidentemente, a data escolhida para a inauguração se deu no dia dedicado a Assunção de Nossa Senhora ao céu, que levou a comissão aescolher a Nossa Senhora da Assunção como padroeira, pois não sabiam que nome escolher para padroeiro ou padroeira. Esse é um detalhe muito importante que faz compreender melhor os passos de Nossa Senhora da Assunção na vida desta comunidade.
Capela Nossa Senhora das Dores

Foto: TKTUR
Fundada em 1859, foi criada para homenagear Nossa Senhora das Dores por Casais Açorianos. Foi a primeira capela construída no Município, por ser muito antiga, sofreu uma reforma em 1996 em seu piso, sendo colocado lajota bruta, em 2000 telhas novas e em 2001 vinte bancos antigos provenientes da Igreja Matriz. Em 2002 recebeu nova pintura. Encontra-se nela a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes.
TOCA VENTOSA
Texto: TKTur, Foto: Cláudio Andrade

Aleixo Rocha (rodovia), no morro Carapuça. Numa perspectiva ecológica, encontra-se a misteriosa Caverna da Toca Ventosa, que esconde mitos e lendas apaixonantes, propiciando aos visitantes um gosto de aventura (coração disparado, arrepios na nuca) e um maior contato com a natureza.
ANTIGO SEMINÁRIO SERÁFICO

Foto: Arquivo Casa Costa e Silva
Antigo Seminário Seráfico que abrigou centenas de jovens que se tomaram Padres Franciscanos e, hoje, atuam em todo Brasil e no mundo. Muitos trabalham no Vaticano. Hoje funciona no Local o IDESC e a Escola São Francisco.
PARQUE DE EXPOSIÇÕES NARDY DE FARIAS ALVIM
Texto: Bruna Alves do Carmo

Foto: Arquivo Casa Costa e Silva
No dia 9 de julho de 1954 foi decretado pelo Prefeito Nardy de Farias Alvim feriado municipal, para a realização da I festa Nacional da Laranja. Em 1968 já no mandato de Libório Fregapani o poder executivo foi autorizado a adquirir uma área de terras para a construção de um pavilhão , que seria destinado as comemorações da Festa da Laranja. No ano de 1969 quem governava Taquari era João Carlos Voges Cunha,que em homenagem a Nardy atribuiu o nome de “Parque de Exposições Nardy de Farias Alvim. De acordo com a lei número 775 de 11 de junho de 1969, João Voges denominou o pavilhão que seria construído no parque com o nome de Presidente Arthur da Costa e Silva . (GOERCK, 2009,p.63)
Neste mesmo ano o Presidente Costa e Silva esteve em Taquari e além de visitar os pontos turísticos do município também inaugurou o pavilhão. Na entrada do pavilhão encontra-se uma placa com o seguinte dizer: “Aos 4 dias do mês de julho de 1969, sendo Presidente da República o Marechal Arthur da Costa e Silva, Ministro da Agricultura Ivo Pereira, Governador do Estado Coronel Valter Perachi Barcelos e o Prefeito Municipal João Carlos Voges da Cunha. Inaugurou-se neste local o Pavilhão Central da Laranja”.
PATRONATO PRESIDENTE DUTRA
Texto: Bruna Alves do Carmo

Foto: Romildo Alves
Para deixar assinalada a passagem ao Ministério da Justiça o Com.Adroaldo Mesquita da Costa, manifestou a vontade de realizar uma grande obra em sua terra natal. De acordo com dados encontrados no Arquivo da Casa Costa e Silva, com o apoio do então, Presidente da República Eurico Gaspar Dutra foi aprovado um projeto para a construção de um Patronato em Taquari. Conforme João Maria Balem em seu livro “A Paróquia de São José de Taquari”o projeto teve um crédito de quatro milhões de cruzeiros o apoio de muitos políticos e pessoas da sociedade de Taquari e Porto Alegre. Em uma área de 15 hectares de terra seria instalado o Patronato.Em agradecimento ao Presidente da República o nome colocado no prédio seria Presidente Dutra e a direção ficaria sob a responsabilidade da Congregação Salesiana . No dia 26 de agosto de 1950 o Governador Walter Jobim autorizou uma doação à Inspetoria Salesiana do Sul do Brasil . João Maria Balem ressalta na pagina 133 de seu livro que : a doação foi feita em 15 de fevereiro de 1951, na cidade de Porto Alegre passada a escritura pública no cartório Martath , sendo esta averbada em Taquari a 24 do mesmo mês e ano . Representaram , a Congregação Salesiana : o Padre José Mássimi , e o Estado :O Procurador : Fiscal dr. João Otávio Nogueira Leiria .
PRAÇA SÃO JOSÉ
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Arquivo Casa Costa e Silva
De acordo com dados encontrados no Arquivo da Casa Costa e Silva o Jardim Barreto Viana atualmente conhecido por Praça Matriz São José obteve esse nome em homenagem a Manoel Theophilo Barreto Viana, nascido em Taquari, no dia 5 de março de 1855 .Viana foi General e o único parlamentar a presidir o Parlamento gaúcho por 20 anos consecutivos (1908 -1928). Formado em Ciência Físicas e Matemáticas, ingressou na política pelo Partido Republicano do Rio Grande do Sul. Quando foi eleita a Constituinte Rio-Grandense de 1891, recebeu um mandato de seus correligionários como suplente do 1º secretário, Frederico Bastos. Essa foi a primeira mesa definitiva da Assembléia Constituinte, eleita em 25 de junho daquele ano. Coroado por Júlio de Castilhos e depois Borges de Medeiros foi conduzido a condição de presidente da Assembléia, cargo assumiu em diversas legislaturas e que exerceu até o seu falecimento, em 06 de março de 1928. Encontra-se guardados no arquivo da Casa Costa e Silva um projeto de ajardinamento referente ao Jardim Barreto Viana datado de 14 de fevereiro de 1903, realizado pela Escola de Engenharia de Porto Alegre . Neste projeto constava a criação de um coreto no centro da praça.Coreto é uma cobertura, situada ao ar livre, em praças e jardins, para abrigar bandas musicais em concertos, festas e romarias. Também era muito utilizado para apresentações políticas e culturais . Surgiram como forma de liberdade por volta do ano de 1789, após os ideiais da revolução francesa.No projeto inda estava previsto o cercamento e a colocação de portões com grades.
O TAQUARYENSE
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Arquivo Casa Costa e Silva

No final do séc. XIX, Taquari era o pólo cultural , comercial e agrícola do Vale do Taquari. A reconstrução de toda essa história passa pelas páginas do jornal “O Taquaryense” fundado no dia 31 de julho de 1887 por Albertino Saraiva , impresso inicialmente na oficina gráfica de Tristão de Azevedo Vianna. De 1962 a 2004 teve em sua direção Plínio Saraiva, filho de Albertino Saraiva. Plínio foi o nono de uma família de 11 irmãos, nasceu em 1º de abril de 1903. No ano de comemoração dos 118 anos de atividade, “O Taquaryense” transformou-se em “Museu- Vivo da Comunicação”. Desde seu fundação em 1887 , o semanário de quatro páginas mantém até hoje , o mesmo processo de impressão em uma máquina Marinoni , rotativa , adquirida do jornal “O Correio do Povo” no ano de 1910
MUSEU COSTA E SILVA
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Arquivo Casa Costa e Silva
A casa que abriga hoje o Museu Costa e Silva, Sala Açoriana e Biblioteca Municipal de Taquari foi construída em meados do séc. XIX com estilo Luso Açoriano. Esta foi a residência do casal Almerinda Mesquita da Costa e Aleixo Rocha da Silva, pais de Arthur da Costa e Silva, Presidente do Brasil entre os anos de 1967-1969, local onde nasceu e viveu parte de sua vida. O prédio foi declarado de utilidade pública pelo decreto 70.824 de 10 de março de 1973 e seu tombamento realizado em 1979 pela Fundação Pró-Memória em conjunto com o Patrimônio Histórico Nacional (SPHAN). O grande casarão possui 12 janelas , na parte principal 7 salas ainda é composto por 1 sótão , subsolo, cozinha, e grande quintal. Arthur nasceu em uma família de 11 irmãos. Sua mãe Dona Almerinda era a disciplinadora enquanto Aleixo o pai, era o moderador. ”Seu Aleixo” e “Dona Almerinda”como eram conhecidos na cidade,engajavam-se em tudo que referia-se a sociedade,além de possuírem um dos maiores comércio da cidade.
A partir de então, o Rotary Club de Taquari teve a iniciativa de instalar nas dependências da casa asede da Biblioteca Municipal criada em 1912. Começa a partir desse momento uma grande mobilização para conseguir os fundos necessários objetivando a recuperação do prédio. Com a iniciativa dos irmãos de Arthur da Costa e Silva a casa foi doada para o município para formar um museu referente à memória de seu irmão Presidente, bem como de sua família os Costa e os Silva . Em 1985, no Governo do General João Batista Figueiredo ocorre a liberação de verba para a restauração e a partir deste momento a Casa Costa e Silva passa a ser de responsabilidade da Prefeitura Municipal.
Desde sua criação a Casa Costa e Silva tem um importante papel turístico , cultural e educacional dentro de Taquari .
Já dizia Ulpino T. Bezerra de Meneses em seu texto: Mito e Museu: Reflexões Preliminares.:“O Museu é uma instituição polifuncional : serve ao devaneio, ao lúdico, ao afetivo, à fruição estética, tanto quanto à informação, tanto ao onírico tanto quanto o conigtivo, ao treinamento e assim por diante.”
LAGOA ARMENIA
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Cláudio Andrade
Escrever sobre a Lagoa Armênia é um grande desafio,pois não há registros ou documentos satisfatórios que comprovem a sua origem.São várias as histórias relatadas pelos mais antigos moradores da cidade de Taquari .Dentro destas condições iremos remeter este artigo como fonte somente através de história oral. Uma das histórias contadas seria de que próximo ao local onde hoje é o Hospital São José encontrava-se uma pequena olaria pertencente a uma família vinda da Armênia Oriental.A proprietária da olaria tinha um nome de difícil pronúncia,sendo então apelidada de “Dona Armênia”. Considerando isso, a lagoa passou a ser chamada “Lagoa Armênia”. O local onde encontra-se a Lagoa seria um terreno comum formado de areia e barro , que serviria de matéria prima para o funcionamento da pequena olaria .A diferença , é que também havia ali uma vertente de água ,que possivelmente ,por tirarem o barro, formou-se uma bacia .Assim ,ao passar dos anos ,transformou-se na Lagoa que hoje conhecemos. Também não há documentos que comprovem a existência dessa olaria.Entretanto, residentes próximos à lagoa, afirmam a existência de vertentes de água no terreno de suas casas.
ASILO PELLA E BETHÂNIA
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Arquivo Casa Costa e Silva
Os açorianos de Taquari foram os precursores na produção de trigo e frutas cítricas no Rio Grande do Sul . Diz FARIA (apud: LAYTANO ,1951 p. 250) que a produção econômica em Taquari organizou-se em etapas : a primeira, antes da chegada dos açorianos e a segunda ,caracterizando-se pela economia nas estâncias,que ocorriam por sua vez nos arredores do município. Com a chegada dos açorianos inicia-se o desenvolvimento da área urbana , onde observa-se uma economia voltada para a agricultura .Dante de Laytano, na Revista Histórica do Museu Julio de Castilhos, ressalta que a produção de trigo em Taquari a colocava entre as povoações mais produtivas do Rio Grande do Sul. De acordo com BALEM(1949), Taquari foi considerada “ o berço da agricultura” e o “ berço da produção de laranjas”, da Província do Rio Grande de São Pedro. Devido a grande produção agrícola existente na cidade neste período foi inaugurada em 18 de outubro de 1891 , na margem esquerda do Rio Taquari nas terras da antiga Fazenda Canabarro a primeira Escola Superior destinada somente a agricultura do Rio Grande do Sul. Em janeiro de 1899 ,Dr.Castilho grande incentivador para a criação da escola vende o prédio à Assembléia Geral da Sociedade de Asilos, que foi reformado para seu novo destino de asilo.
O edifício cumpriu a nova finalidade a que foi designado por mais de 70 anos . O prédio da antiga escola agrícola ficou abandonado devido a transferência dos moradores para o edifício Pella e durante a administração do diretor Arno Dreher 1972-1973 foi demolido.
IGREJA MATRIZ
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Arquivo Casa Costa e Silva
Conforme Augusto Becker no livro “Taquari Terra da Gente”, a primeira capela de Taquari foi construída em 1764, por provisão de D. Frei Antônio do Desterro e em 1º de maio do mesmo ano elevada a curato. Desejando o referido Governador o desenvolvimento da povoação da pequena Taquari e por intermédio do Vice Rei do Estado, Conde da Cunha pediu autorização para edificar uma igreja maior em um lugar mais apropriado. Conforme Nilda Rita Santos no livro, “Os Açorianos no Rio Grande do Sul”, esta capela foi erguida em 1º de maio de 1764, recebendo a imagem de São José vinda de Portugal, esculpida em madeira, para servir de orago à povoação . Observamos no livro “São José de Taquari”, do escritor Riograndino da Costa e Silva, o ano de 1764 como sendo a data que marcaria os anais históricos do município de Taquari. Em 7 de maio de 1765 é concedida a licença para a fundação da igreja , que serviria de Matriz
No dia 13 de maio do mesmo ano foi criada a Freguesia de São José de Taquari , sujeita à jurisdição da Vara do Senhor Bom Jesus do Triunfo. Designada pelo Governador foi construída no centro da cidade, onde encontra-se até os dias de hoje, como também elevada Taquari à categoria de paróquia autônoma, devendo o padre Tomás Clarque a função de nomear um clérigo e passar-lhe o provimento de vigário (BALEM ,1949) No ano de 1768 , começou o inicio da construção da Igreja Matriz . No livro 3º da Portarias e Provisões (1765-1774) recolhido no arquivo público de Porto Alegre,encontra-se um ofício dirigido ao Governador José Custódio pelo vice rei do Brasil. As paredes foram feitas de barro socado na grossura de 1,65m e 1,20m. e os altares construídos em estilo colonial. Em 1935 os altares laterais, já sem condições de recuperação foram retirados em por Frei Hilário. Ao longo do tempo o prédio recebeu diversos trabalhos de manutenção. No ano de 1900 uma nova torre foi construída, sendo reformada em 1969 por ocasião de um incêndio.
Após as aparições de Nossa Senhora de Assunção, no Rincão São José, no ano de 1988, foi construído pela Paróquia e doações de romeiros o Santuário lá existente. A paróquia foi construída com doações de romeiros. A partir da sua primeira aparição, começaram a ser realizadas romarias anuais, sempre no terceiro domingo do mês de agosto, recebendo milhares de fiéis de todas do país.
RIO TAQUARI
Texto: Bruna Alves do Carmo, Foto: Cláudio Andrade
Segundo Dante de Laytano, o Rio Taquari, com designação de “TEBIQUARI”, já estava assinalado nas mais antigas cartas geográficas do antigo Continente do Rio Grande de São Pedro ou velha capitania D'EL Rei , datadas de 1750, 1624 e 1632, constando em vinte cartas geográficas até o ano de 1839. Conforme o historiador Gino Ferri, em seu livro “História do Rio Taquari -Antas”, e de acordo com dados do IBGE , o significado do Rio TEBIQUARI seria “Rio das Trairas”, também citado por Aurélio Porto em “Terra Farroupilha”,
Grande parte dos historiadores remetem ao significado do Rio TEBIQUARI , de “Rio dos Barrancos Fundos”,sendo que outras versões também são encontradas no livro de Gino Ferri com o nome “TACUARA” ,significando bambu e “Y” significando água .Então, surge o “ Rio das Taquaras” , também descrito pelo historiador José Lousada Tupi Caldas , como sendo o “lugar das canas ocas”. Reconhecido em tempos atrás como Rio Tebiquari, o significado do nome que deu origem ao Rio Taquari, é pesquisado e estudado por diversos historiadores, desempenhando um papel fundamental para a formação do Município. Pelo Rio Taquari vieram os primeiros habitantes açorianos do município , que chegaram pelas suas margens em busca de uma nova vida. O grande valor econômico com o passar dos anos, o fez majestoso observados pelas companhias de navegação que transportavam toneladas de cargas pelo seu curso, como a Navegação Arnt Ltda ,antiga Companhia de Navegação Rápida do alto Taquari . Junto às margens do Rio Taquari, dispõe de boa infra-estrutura para recepção de taquarienses e turistas, especialmente nos meses de verão. Também é local de realização do Rodeio Crioulo em nível estadual.
ESTAÇÃO EXPERIMENTAL
Área do Governo do Estado, com parques arborizados, açudes e viveiros. Distante 4 km da sede, no Bairro Pinheiros. É um local de experimentos na área da agricultura e da apicultura. Possui uma estação meteorológica.
IGREJA DA PAZ

Foto: Romildo Alves
Igreja Luterana, construída pelos alemães que se estabeleceram em Taquari.
PRAÇA DOM PEDRO II

Foto: Romildo Alves
Localiza-se no Bairro Praia, entre várias árvores e antigas palmeiras. Possui jardim, passeios, bancos e área de recreação, além de ostentar um monumento em homenagem ao Colonizador Açoriano.
